GRUPOS DE INVESTIGAÇÃO

 

ESTUDOS DOS MEDIA E DO JORNALISMO

O objetivo do grupo Estudos dos Media e do Jornalismo é estimular a investigação sobre os meios de comunicação e o jornalismo, a fim de melhor compreender o seu papel nas sociedades contemporâneas, pretendendo fazê-lo sobretudo através de projetos de investigação e de forma articulada com a formação avançada.

A análise da cobertura jornalística de várias áreas, sujeitos e atores sociais é assumida como uma das prioridades do grupo, por ser vital para a avaliação da interação entre média e espaço público, em áreas como economia, cultura e corrupção, por exemplo.

Outra prioridade é o estudo dos novos públicos face aos novos meios de comunicação, avaliando o acesso e os meios de apropriação dos respetivos conteúdos e tecnologias pelos diferentes grupos sociais. Ao longo dos anos, as questões de género ganharam também destaque na pesquisa dos nossos investigadores, tema que tem sido abordado numa perspetiva interdisciplinar nas interseções da política e dos média. O pluralismo e a diversidade estão também entre as prioridades de investigação, bem como a reflexão sobre a migração para digital, nomeadamente no sector dos media e em particular no âmbito da radiodifusão pública.

Vários projetos internacionais têm envolvido investigadores do grupo MEDIA E JORNALISMO nos últimos anos, tendo contribuído para o desenvolvimento de competências multidisciplinares e de integração e/ou participação em redes de pesquisa internacionacionais: MPM 2015 e 2016; TURIN GROUP/Infocivica/Prix Italia; rede OBCOM/USP; rede OBITEL - OBSERVATÓRIO DE TELEVISÃO IBERO-AMERICANA, que além de dar origem ao projecto TIC, MIGRAÇÃO E CIDADANIA, também incentivou a participação de países de língua portuguesa; EU KIDS ONLINE - INCLUSÃO E PARTICIPAÇÃO DIGITAL, no programa UTAUSTIN / PORTUGAL; etc.

Os resultados destes projetos reforçaram a presença nos principais fóruns académicos, visíveis nos trabalhos apresentados em conferências e seminários, principalmente IAMCR, ECREA e ICA. Este esforço de internacionalização também é patente no trabalho desenvolvido na secção Audiência e Estudos de Recepção da ECREA e também no COST IS0906, Transforming Audiences, Transforming Societies.

A difusão e publicação dos resultados da pesquisa para a comunidade académica tem sido feita principalmente através da revista MEDIA E JORNALISMO e da coleção LIVROS HORIZONTE, como parte da identidade científica e dos outputs do grupo com o objetivo de envolver a academia e a comunidade em geral no debate científico sobre o papel dos média e do jornalismo no mundo contemporâneo.

CULTURA, MEDIAÇÃO E ARTES

Cultura, Mediação e Artes desenvolve investigação acerca das dimensões culturais da comunicação, considerando a relação entre cultura e arte e entre cultura e mediações, a condição pós-medial e a convergência digital, e as artes como práticas experimentais e reflexivas em torno da cultura e da técnica, bem como sobre as dimensões políticas e a mobilização das artes no contexto da economia digital.

A relação entre comunicação, cultura e artes é o núcleo reconhecido e valorizado da pesquisa deste grupo. Esta pesquisa concentra-se na produção imaginária e simbólica que constitui a cultura e as artes, nas operações de inscrição e transmissão que se baseiam nas indústrias tecnológicas e culturais e nas redes e processos de mediação que asseguram sua disseminação e entrelaçamento com as dimensões social e económica da realidade. Esta abordagem reconhece tanto a dimensão tecnológica da mediação como a necessidade de compreender os seus dispositivos, com especial incidência com especial incidência nos mecanismos de adoção e disseminação social de novas tecnologias de informação e redes digitais, nomeadamente a discussão dos seus efeitos performativos na construção das realidades culturais e sociais, em particular tendo em conta a dimensão de arquivo a partir da qual a cultura pode ser interpretada e reinventada.

A pesquisa sobre os mecanismos retóricos e estéticos da comunicação e das suas mediações técnicas surge também no tratamento de objetos com outros contextos institucionais, diversos do campo estrito das artes, como o judicial, o médico, o científico ou o militar, onde a construção dos imaginários é especialmente eficaz e entra em relação com o campo do estético e do político.

Os três principais aspectos paradigmáticos da pesquisa desenvolvida por este grupo são:

- Um foco na experiência contemporânea através do estabelecimento de quadros críticos que permitam uma análise arqueológica e genealógica e da identificação de questões emergentes;
- A utilização de metodologias indutivas ditadas pela especificidade das questões, não limitadas a perspectivas disciplinares ou mesmo interdisciplinares rígidas;
- A conjunção entre a pesquisa fundamental sobre a receção crítica dos fenómenos estudados e a pesquisa aplicada, ligada principalmente às questões da inovação cultural e à promoção de estratégias criativas.

No âmbito dos projectos, além do financiamento da FCT e recentemente também da Direção-Geral das Artes, o grupo tem em vigor protocolos de colaboração com algumas das mais prestigiadas instituições culturais do país, caso do Museu de Serralves, da Fundação Côa, do Centro Cultural de Belém, do Museu Berardo, do Ministério da Cultura e do IGESPAR (Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico) e da RTP - Televisão e Rádio Portuguesa.

Estas parcerias levaram a resultados relevantes, como a produção de uma série documental de 8 episódios intitulada Imagens da PIDE, para o canal de televisão pública portuguesa RTP1, o projeto Mediação Patrimonial: Plano de Comunicação para a Arte do Vale do Côa, dedicado ao maior site aberto de arte rupestre do mundo (cujo site oficial, concebido por este grupo de investigação, recebeu em 2011 um prémio da Associação Portuguesa de Museus em 2011 pelo Melhor Website do Ano), e o Centro Interpretativo Gonçalo Ribeiro Telles, da Fundação Calouste Gulbenkian.

O grupo publicou recentemente números temáticos da Revista de Comunicação e Linguagens sobre «Analítica dos Novos Media», «Genealogias da Web 2.0», «Design» e «Fotografia»; da Interact: Revista Online de Arte, Cultura e Tecnologia sobre «Cinema, Crítica e Ensaio Audiovisual», «Sonoridades», «Mecanologia» e «Performance Digital» e da Colecção de e-books Cultura, Media e Artes, editada pelo CECL e pela UnyLeya, sobre «Bartleby, de Melville», «Olhares da Cultura Visual da Medicina em Portugal», «Jacques Derrida» e «Tecnologias Culturais e Artes dos Media».

COMUNICAÇÃO ESTRATÉGICA

A Comunicação Estratégica representa a área científica que estuda o uso por parte das organizações da comunicação planeada, controlada, persuasiva e informativa, tendo como finalidade a concretização de objectivos organizacionais (comerciais, sociais ou políticos), a partir de uma perspectiva holística/integral da comunicação.

O grupo de investigação de Comunicação Estratégica centra-se na explicação e previsão do comportamento humano como consequência do uso estratégico da comunicação pelas organizações que visam promover uma mudança comportamental, emocional e cognitiva, seja ela individual ou colectiva, baseada tanto na perspectiva qualitativa como na quantitativa.

A Comunicação Estratégica compreende a comunicação interna e externa, através da comunicação de marketing, relações públicas e publicidade, em todas as plataformas de comunicação (analógica e digital), bem como a comunicação e implementação de políticas públicas e de marketing político e social, por exemplo, nos seguintes domínios: Políticas do Sector Energético, Políticas de Desenvolvimento e Educação Cívica, Desenvolvimento Económico, Turismo, Meio Ambiente, Política Agrícola, Reforma do Sistema Educacional, Reforma do Sistema de Saúde.

Por último, este grupo propõe também iniciar um diálogo directo com os possíveis parceiros organizacionais, a fim de colmatar o fosso entre universidades e organizações na área da comunicação estratégica; obter apoio financeiro adicional para a investigação e aplicação de best practices; antecipar e testar novas soluções para problemas organizacionais comuns.